简体中文
繁體中文
English
Pусский
日本語
ภาษาไทย
Tiếng Việt
Bahasa Indonesia
Español
हिन्दी
Filippiiniläinen
Français
Deutsch
Português
Türkçe
한국어
العربية
اردو
Duplicata escritural abre janela para baratear crédito, diz Vilain, da ABBC
Resumo:Novo modelo tende a ampliar o acesso de pequenas empresas ao mercado de capitais e a melhorar a eficiência na concessão de financiamento ao formalizar
Novo modelo tende a ampliar o acesso de pequenas empresas ao mercado de capitais e a melhorar a eficiência na concessão de financiamento ao formalizar
A implantação da duplicata escritural abre uma janela para redução de risco e, consequentemente, para a oferta de crédito mais barato. A avaliação foi feita pelo CEO da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Leandro Vilain, durante entrevista ao Capital Insights, programa da Broadcast, em parceria com a CNN Brasil Money, que vai ao ar hoje, às 19h.
Ele explicou que o instrumento reduz incertezas e assimetrias, diminui a probabilidade de fraudes e de dupla cessão do mesmo recebível. “Isso se traduz em redução de risco para financiadores e abre a oportunidade do crédito mais barato”, afirmou.
O novo modelo, de acordo com Vilain, tende a ampliar o acesso de pequenas empresas ao mercado de capitais e a melhorar a eficiência na concessão de financiamento ao formalizar, rastrear e dar maior segurança ao título de crédito.
O presidente da ABBC acrescentou que o mercado opera, neste momento, em fase de teste e que a implementação da duplicata escritural segue em evolução até o fim de janeiro, período em que sistemas e rotinas serão ajustados.
Ao tratar da inadimplência durante a entrevista, o executivo atestou que os atrasos nos pagamentos ganharam tração a partir do agronegócio, que teria sido o primeiro setor a dar alerta de deterioração. “A inadimplência se propagou para pessoas jurídicas”, afirmou.
Do lado das famílias, de acordo com o CEO da ABBC, a inadimplência da pessoa física ultrapassou 5%, patamar que ele classificou como “muito alto”. Para o executivo, a queda gradual do juro ao longo do tempo pode oferecer algum alívio do endividamento, mas o processo exige estabilidade.
Vilain afirmou ainda que o mercado entendeu o alongamento da curva de juros e ponderou que a velocidade de queda da taxa básica “não é a que queríamos”. Na avaliação do executivo, o desafio é calibrar o ciclo de crédito e de juros diante de um cenário ainda incerto.
“É difícil acertar o ponto certo para cortar crédito”, disse, observando que o ambiente deve ser construído de forma a permitir que inflação e juros caiam sem criar instabilidade.
Vilain alertou, durante a conversa, que o país “pode estar se aproximando de uma crise fiscal” e que a sensibilidade do mercado ao tema pode levar a uma pressão sobre expectativas, curva de juros e condições financeiras.
O CEO da ABBC também comentou a rápida adaptação do país às inovações financeiras. Nesse contexto ele citou a rápida aceitação do PIX e do Open Finance.
“O Brasil adapta-se fácil às tecnologias digitais e sempre foi vanguarda na tecnologia bancária”, disse, emendando que o PIX foi o motor do enorme movimento de inclusão financeira no Brasil e que os EUA têm que entender que o benefício desse instrumento é inegável.
Sobre o Open Finance, ele avaliou que o sistema é uma tentativa de atacar a falta de informação que encarece e dificulta a concessão de crédito no Brasil. Na sua percepção, esse mecanismo “ainda está numa jornada”.
- FGC x Banco Master
Sobre os desdobramentos do caso Master, Vilain afirmou que o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) funcionou e que as instituições também responderam adequadamente à crise.
Ele disse que a ABBC trabalha com o Banco Central em aperfeiçoamentos regulatórios e lembrou que o regulador editou medidas de conservadorismo para emissores.
Para o presidente da ABBC, o episódio reforçou a necessidade de monitorar a qualidade do ativo e de evitar que os bancos apliquem dinheiro de clientes em “alto risco”.
Vilain acrescentou que há discussões em curso sobre o papel dos distribuidores e observou que a liquidação de instituições é a última alavanca a ser usada, citando que o BC pode atuar para evitar desfechos desse tipo. Uma boa notícia, de acordo com o executivo, é que o mercado está capitalizado e sem volatilidade.
Ele destacou, ainda, a maior resiliência do sistema, embora com desafios relevantes na frente de inadimplência, juros e incerteza fiscal.
Isenção de responsabilidade:
Os pontos de vista expressos neste artigo representam a opinião pessoal do autor e não constituem conselhos de investimento da plataforma. A plataforma não garante a veracidade, completude ou actualidade da informação contida neste artigo e não é responsável por quaisquer perdas resultantes da utilização ou confiança na informação contida neste artigo.










