简体中文
繁體中文
English
Pусский
日本語
ภาษาไทย
Tiếng Việt
Bahasa Indonesia
Español
हिन्दी
Filippiiniläinen
Français
Deutsch
Português
Türkçe
한국어
العربية
اردو
Juros futuros fecham em alta após perderem força com Caged
Resumo:Taxa janeiro de 2028 marcava 13,805%, em alta de 4 pontos-base ante 13,765%
Taxa janeiro de 2028 marcava 13,805%, em alta de 4 pontos-base ante 13,765%
As taxas dos DIs de curto prazo reduziram seus ganhos após dados mostrarem uma geração de vagas formais menor que o esperado no Brasil, mas ainda assim a curva a termo encerrou a sexta-feira majoritariamente em alta, refletindo um discurso duro do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 marcava 13,805%, em alta de 4 pontos-base ante 13,765%. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,61%, com elevação de 13 pontos-base ante 14,479%.
Em seu discurso de estreia em Jackson Hole, Warsh afirmou no fim da manhã que o Fed “terá trabalho a fazer” se seus membros não estiverem confiantes de que a inflação subjacente dos EUA está voltando à meta de 2%.
Petróleo cai e perde mais de 4% na semana, com fluxo em Ormuz avaliado
Ouro cai quase 3% com falas de Warsh e termina semana em queda
Bolsas da Europa fecham em alta com indicadores europeus e Fed no radar
“Este é o meu critério: devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer. Esse é o nosso trabalho... nosso mandato... e nossa responsabilidade”, disse Warsh.
Em função do discurso, os rendimentos dos Treasuries de curto prazo dispararam, com investidores ampliando as apostas de que o Fed subirá juros em setembro.
“O discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole teve um tom mais ‘hawkish’ (duro) e reforçou que, embora a inflação esteja se aproximando da meta, a velocidade dessa convergência ainda é insuficiente”, comentou Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
“A reação mais esperada apareceu na curva de juros americana, com alta das taxas em diferentes vencimentos e os rendimentos dos Treasuries atingindo máximas recentes.”
Durante a tarde, os Fed Funds precificavam 57,5% de probabilidade de alta de 25 pontos-base dos juros nos EUA em setembro, conforme a Ferramenta CME FedWatch. Mais cedo, antes do discurso, o percentual era de 35,7%.
O avanço dos rendimentos dos Treasuries deu força às taxas dos DIs em toda a curva no Brasil, mas no início da tarde o cenário mudou.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que seriam divulgados apenas às 14h30, vazaram ao mercado bem antes disso e fizeram preço. O cadastro apontou a criação de 58.568 vagas formais no Brasil em julho, abaixo dos 112.000 projetados por economistas ouvidos pela Reuters.
“A forte frustração em relação às projeções aponta para uma possível perda de fôlego do mercado de trabalho formal”, pontuou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, em comentário escrito.
A taxa do DI para janeiro de 2028 zerou os ganhos vistos mais cedo e chegou a ceder, com o Caged abaixo do esperado reforçando a percepção de que o Banco Central promoverá novos cortes da Selic no curto prazo. Atualmente a Selic está em 14%.
Nos DIs com prazos mais longos, as taxas seguiram com altas firmes, acompanhando os Treasuries. Às 16h35, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 12 pontos-base, a 4,354%.
O retorno do título de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 6 pontos-base, a 4,728%.
Isenção de responsabilidade:
Os pontos de vista expressos neste artigo representam a opinião pessoal do autor e não constituem conselhos de investimento da plataforma. A plataforma não garante a veracidade, completude ou actualidade da informação contida neste artigo e não é responsável por quaisquer perdas resultantes da utilização ou confiança na informação contida neste artigo.










