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Ibovespa fecha em alta com Petrobras e PIB; dólar recua a R$ 5,15
Resumo:Mercado reage a indicadores de atividade econômica no Brasil, enquanto moeda americana cai ante real devido ao aumento do petróleo no exterior
Mercado reage a indicadores de atividade econômica no Brasil, enquanto moeda americana cai ante real devido ao aumento do petróleo no exterior
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (1), ultrapassando os 181 mil pontosna máxima pela primeira vez em quase quatro meses, impulsionado pelas blue chips, especialmente Petrobras, em meio ao novo avanço do petróleo no exterior.
O principal índice da Bolsa brasileira encerrou o pregão emalta de 1,30%, aos 179.722,48 pontos.
Na primeira sessão de setembro, o mercado também repercutiu os dados do PIB do Brasil no segundo trimestre, que confirmaram a perda de ritmo da atividade econômica e reforçaram as expectativas de novos cortes na taxa Selic.
O economista-chefe e sócio-fundador da Fórum Investimentos, Bruno Perri, afirmou que os dados do IBGE reforçaram a percepção de desaceleração da economia.
“Isso ajudou a aliviar a curva de juros nos vértices mais curtos, sinalizando que o mercado entende haver espaço para cortes adicionais na Selic ou, ao menos, reforçando essa mensagem e talvez adicionando mais cortes às projeções”, avaliou o especialista.
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Na máxima do dia, chegou a 181.060,89 pontos, enquanto a mínima foi de 177.299,50 pontos. O volume financeiro somava R$ 26,98 bilhões antes dos ajustes finais.
No mercado de câmbio, o dólar fechou em queda no Brasil e novamente próximo dos R$ 5,15, em mais um dia de alta firme do petróleo no exterior, em meio ao conflito no Oriente Médio.
O movimento cambial esteve em sintonia com o avanço firme do Ibovespa e com a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão no geral positiva para os ativos brasileiros.
A moeda norte-americana à vista encerrou o dia com recuo de 0,54%, aos R$ 5,1533.
As ações da Petrobras avançavam mais de 2% no caso dos papéis preferenciais (PETR4) e cerca de 2% entre os ordinários (PETR3), acompanhando a alta dos preços do petróleo no mercado internacional, que favorece o setor.
Os preços do petróleo sobem nesta sessão, após militares dos Estados Unidos afirmarem que estão atacando alvos no Irã, em meio à escalada das tensões no Estreito de Ormuz e a novos incidentes envolvendo petroleiros na região.
Ainda no radar dos investidores, a produção de petróleo do Brasil atingiu o recorde de 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a ANP. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região também derrubou a liminar que suspendia a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo.
A Petrobras também anunciou que elevará em 13,9% o preço médio de venda do QAV (querosene de aviação) para as distribuidoras.
No cenário macroeconômico, o PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores, em dados com ajuste sazonal, informou o IBGE. O resultado veio após expansão de 1,1% no primeiro trimestre e foi marcado principalmente pela retração do consumo das famílias e pela perda de dinamismo da indústria.
“O resultado confirma a leitura de desaceleração gradual da atividade ao longo do ano, e não de uma freada brusca, à medida que os efeitos defasados dos juros elevados e a redução do impulso fiscal seguem se manifestando”, afirmou o economista sênior Vitor Kayo, da Nomad.
O mercado também digere os recentes números de pesquisas apontando disputa mais acirrada em um eventual segundo turno das eleições.
Novo levantamento da Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira, mostra na principal simulação apresentada aos eleitores, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em situação de empate técnico, uma vez que ambos registram 44% das intenções de voto.
Na rodada de junho, o petista voltou a figurar à frente, quando marcou 45% das menções, contra 40% do adversário, vantagem que se manteve estável na simulação de julho, com Lula registrando 45% e Flávio oscilando para 42%, até atingirem a igualdade numérica no levantamento de setembro.
“Se o mercado eventualmente vir, em alguma pesquisa, o Flávio ultrapassando o Lula nas simulações de segundo turno, é possível que haja uma valorização bem significativa da bolsa e queda do dólar”, afirmou Perri.
Além da questão política, Bruno Benassi, analista de Ativos da Monte Bravo, aponta uma onda de saída dos mercados de ações de tecnologia em meio ao acirramento das tensões globais.
“É um trade bem parecido com o que aconteceu no Brasil em julho e em março”, resume.
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