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ANTT permite que atual controladora da BR-163 dispute leilão da rodovia
Resumo:Agência alterou edital para autorizar participação da Via Brasil por meio de consórcio, sob regras de controle regulatório
Agência alterou edital para autorizar participação da Via Brasil por meio de consórcio, sob regras de controle regulatório
A ANTT(Agência Nacional de Transportes Terrestres) alterou, nesta quinta-feira (10), o edital do processo competitivo da BR-163 para permitir que a atual controladora da concessão, a Via Brasil, participe do novo leilãopor meio de um consórcio.
A mudança foi aprovada pela diretoria da agência e altera uma regra do edital original que impedia a participação da atual controladora no certame.Segundo o voto do diretor da agência Alex Azevedo, a participação da empresa em consórcio ficará condicionada a um controle regulatório em duas etapas.
A alteração, no entanto, ocorre após praticamente 40 dias da publicação do editalpara definir o novo controlador da concessão da BR-163/MT/PA e BR-230/PA. O leilãoestá marcado para 12 de novembro, na B3, em São Paulo.
O processo faz parte da repactuação do contrato da Via Brasil.Em vez de uma nova concessão, o certame prevê a alienação de 100% das ações da concessionária responsável pela administração do trecho, permitindo a entrada de um novo controlador para assumir a operação da rodovia.
Segundo Azevedo, a mudança no instrumento convocatório não altera o cronograma do certame. A participação da atual controladora, caso ocorra, terá de passar pelas duas etapas de controle regulatório previstas pela agência antes de ser efetivamente autorizada.
A concessão da BR-163 é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste pelo Arco Norte e atua como uma substituta da Ferrogrão.O contrato atual foi desenhado em 2021 com prazo de dez anos, mas a concessão passou por dificuldades de execução e teve de ser reestruturada.
Essa necessidade surgiu após uma mudança significativa nas projeções de demanda estimadas no contrato original.Na época, a concessão foi desenhada como uma solução transitória sob a expectativa de que a Ferrogrão estivesse em operação ainda na década de 2020 e absorvesse parte relevante do transporte de cargasda região.
Com os atrasos frequentes no projeto ferroviário, a movimentação na BR-163 cresceu muito acima do esperadoe a concessionária passou por dificuldades para gerenciar o trecho.
A estimativa é de mais de R$ 10 bilhões em investimentos na nova configuração contratual.
Obras antes do leilão
A concessionária atual, a Via Brasil, também terá obrigações de investimentos antes da transferência do controle,em uma tentativa de melhorar as condições da rodoviaantes da entrada do novo controlador.
O trecho concedido tem cerca de 1.000 quilômetros e conecta Mato Grosso ao Pará, funcionando como uma das principais rotas para o transporte de grãos até os portos do Arco Norte.
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